Corrida contra o relógio. O laboratório farmacêutico sueco-britânico AstraZeneca investiu bilhões de dólares numa vacina contra o COVID-19 que está sendo desenvolvida pela Oxford BioMedica e o acordo prevê a entrega prioritária de milhões de doses aos investidores.

A poderosa empresa farmacêutica AstraZeneca deseja lançar logo no mercado milhões e milhões de doses do mais cobiçado produto dos nossos tempos e para isso a multinacional decidiu bancar a promissora pesquisa da vacina contra o COVID-19 desenvolvida pela Oxford BioMedica e encomendar vários lotes da futura AZD1222.


Como parte do acordo bilionário entre as companhias farmacêuticas, a AstraZeneca terá acesso irrestrito ao centro de produção da Oxford BioMedica e a parceria também prevê a produção em escala global tão logo a vacina esteja liberada para a comercialização no mercado mundial.


Desde abril de 2020, a AstraZeneca vem investido pesado na pesquisa da vacina contra o COVID-19 desenvolvida pela Oxford BioMedica.


A vacina desenvolvida pela Oxford BioMedica se baseia na inativação da Proteína Spike da Sars-Cov-2 (nome científico do COVID-19) e assim se espera que uma única dose possa proporcionar uma resposta imunológica eficaz no organismo e a imediata produção de anticorpos contra o COVID-19.


A despeito dos grandes investimentos e das majestosas cifras envolvidas, o desenvolvimento da vacina conta com três fases de testes clínicos obrigatórios e a segunda etapa já foi iniciada semana passada (18/05/2020).

Os pesquisadores britânicos almejam cadastrar um grupo 10.260 de pessoas a fim de que possa gerar resultados que apoiem o envio para os clientes já em setembro e a medida faz parte dum estudo mais acurado da fase 1 com 1.000 pacientes que ainda não teve os seus dados divulgados.


Por sua vez, a testagem da fase 2 pretende abrandar os critérios de exclusão utilizados na fase 1 com o ingresso não apenas dum pequeno número de crianças e jovens de 5 a 12 anos, mas incluso com adultos com idade superior a 56 anos. Um estudo de coorte (conjunto de pessoas que possua em comum um evento que se deu no mesmo período) matriculará adultos com idade acima de 70 anos (população mais afetada pela COVID-19). Destarte, ao expandir consideravelmente a faixa etária, os pesquisadores britânicos pretendem entender o mecanismo da resposta imune e quais os possíveis matizes de eficácia entre os diversos grupos demográficos.

Enfim, a fase 3 prevê testes apenas com indivíduos que tenham mais de 18 anos e os participantes adultos dos ensaios das fases 2 e 3 serão randomizados a fim e que recebam uma ou duas doses da futura AZD1222 ou uma vacina contra bactérias meningocócicas que servirão como controle.